GESTORES DE SAÚDE

No Brasil, as doenças cardíacas exercem significativo impacto financeiro e perda de produtividade da população, acarretando em um custo de R$ 56,2 bilhões apenas em 2015, deste valor, R$ 22,1 bilhões relacionados exclusivamente com Insuficiência Cardíaca / Doença do Coração Fraco.

Prevalência/incidência das doenças cardíacas (2015)

Condição

Número de pessoas

Porcentagem da população adulta*

IC

2.845.722

2,0

IM

334.978

0,2

FA

1.202.151

0,8

HTN

44.526.201

31,2

Total das condições

48.909.052

34,3

Total de pessoas com qualquer condição (i.e., responsável por comorbidades)

45.658.048

32,0

*Porcentagem reflete a evidência de estudos com populações com idade mínima de 20 anos. IC: insuficiência cardíaca; IM: infarto do miocárdio, FA: fibrilação atrial; HTN: hipertensão.                               

Perda de bem-estar

Os pesos da incapacidade tiveram por base os estudos sobre Carga Global de Doença da OMS. Foram então multiplicados pelas estimativas de prevalência para que se identificassem os anos perdidos em virtude de incapacidade em 2015. Os anos de vida perdidos foram baseados na mortalidade relatada para cada condição.

Custo financeiro das condições cardíacas no Brasil em 2015 (milhões de reais) 

Categoria

IC

IM

FA

HTN

Total (não ajustado)

Total (ajustado para comorbidades)***

Custos do sistema de saúde

14.469

16.119

3.697

1.098

35.382

35.382

65%

72%

94%

14%

63%

63%

Perda de produtividade

7.663

6.257

225

6.927

21.071

20.858

35%

28%

6%

86%

37%

37%

Renda perdida por indivíduo*

3.528

4.540

156

2.063

10.287

10.196

16%

20%

4%

26%

18%

18%

Renda perdida por negócio*

333

403

31

4.378

5.145

5.050

2%

2%

1%

55%

9%

9%

Custo de oportunidade da assistência informal por família/amigos

2.404

196

   

2.600

2.596

11%

1%

   

5%

5%

Receitas fiscais perdidas pelo governo**

1.399

1.117

37

486

3.039

3.016

6%

5%

1%

6%

5%

5%

Custo total

22.132

22.375

3.921

8.025

56.454

56.241

Resultados apresentados em milhões de reais.

*Resultado de absenteísmo, participação reduzida no emprego e mortalidade prematura.

**Devido à redução da renda de indivíduos com doenças cardíacas e seus cuidadores.

***O total de comorbidades não chega ao total de condições individuais, pois uma pessoa pode ter mais de uma condição e a interação entre as condições causa a variação na estimativa total das quatro condições juntas. IC: insuficiência cardíaca; IM: infarto do miocárdio; FA: fibrilação atrial; HTN: hipertensão.

 

Os dados apresentados acima são uma fração do real prejuízo provocado pela Insuficiência Cardíaca e outras doenças do coração. A prevenção e o melhor manejo das doenças cardíacas poderiam resultar em significativos benefícios para melhorar o bem-estar e preservar a economia.

Utilize os estudos e materiais de apoio reunidos nessa seção para aprofundar-se no tema e ter a base para a criação de ações e ferramentas que podem auxiliar na reversão do cenário atual.

Os custos das doenças cardíacas no Brasil (2015)       Veja mais.