Reabilitação e fisioterapia na Doença do Coração Fraco (Insuficiência Cardíaca) e outras doenças do coração

Pacientes que convivem com a insuficiência cardíaca precisam de conjunto de tratamentos diversos, um deles é a reabilitação e fisioterapia. Neste post mostraremos tudo o que ela pode fazer pela saúde do seu coração, refletindo em seu bem-estar geral. Acompanhe!

Qual a importância da reabilitação e fisioterapia para quem tem Insuficiência Cardíaca?

Para que o nosso corpo funcione corretamente, é necessário que ele receba oxigênio e nutrientes constantemente. E quem supre essa necessidade é o sangue que chega aos tecidos dos órgãos graças ao bombeamento do coração.

Mas quando esse órgão está comprometido por alguma doença ou por ter sofrido algum problema, como um infarto, por exemplo, essa função de bombear sangue para todo o corpo fica comprometida — tem-se, assim, a insuficiência cardíaca.

Reabilitação e fisioterapia são fundamentais para quem tem insuficiência cardíaca ou qualquer doença cardiovascular estável, refletem em importante melhora na qualidade de vida.

O que é reabilitação cardiovascular?  

Reabilitação Cardiovascular – atuação do fisioterapeuta, profissional de educação física e outros profissionais, orientando atividade física motora (musculação e alongamento) e aeróbica (caminhadas e atividade respiratória). Assim, eles visam a manutenção e, principalmente, a restauração das condições físicas e mentais do paciente, bem como sua reinserção na sociedade.

Fisioterapia cardiovascular na reabilitação cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca

Quais pacientes se beneficiam com a fisioterapia e reabilitação cardiovascular?

O programa de Reabilitação Cardiovascular (RC) possui profissionais de diversas áreas que compõem uma equipe multidisciplinar. Esse time é formado por médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, educadores físicos, nutricionistas e farmacêuticos que, juntos, atuam proporcionando diversos benefícios para o paciente.

A fisioterapia e reabilitação cardiovascular está indicada para os pacientes:

  • com insuficiência cardíaca crônica estável;
  • que sofreram infarto agudo do miocárdio;
  • que fizeram cirurgia de revascularização miocárdica;
  • que passaram por intervenções percutâneas do miocárdio;
  • no pré e pós-transplante cardíaco;
  • com doenças das válvulas e arteriais periféricas;
  • que estão no pós-operatório de cirurgias cardíacas;
  • com fatores de risco para doenças coronárias;
  • com insuficiência cardíaca;
  • com angina estável;
  • pós-transplante cardíaco.

A fisioterapia e reabilitação cardiovascular , ou seja, a realização de atividades físicas sobre orientação e controlada, não devem ser feitas nas seguintes situações em que os pacientes estão instáveis.

  • com miocardite ativa;
  • com angina instável;
  • com tromboflebite;
  • com pericardite aguda;
  • com infecções agudas;
  • taquicardia ventricular em repouso;
  • com hipertensão pulmonar ou arterial graves não tratadas.

 

Qual a melhor maneira de iniciar um programa de Reabilitação e Fisioterapia para Insuficiência Cardíaca ou qualquer doença cardiovascular?

Antes do início do programa, todo paciente deve passar por uma série de avaliações. Entre elas, um cardiologista, que será responsável por avaliar o estado clínico do paciente e um fisioterapeuta.

De suma importância, o fisioterapeuta verificará se existe alguma limitação estrutural (como na estrutura óssea do corpo) que o impeça de praticar alguns dos exercícios da reabilitação cardíaca.

A reabilitação cardiovascular possui quatro fases, são elas:

Fase 1: feita dentro do hospital, quando a pessoa ainda está internada, após um evento cardíaco.

Também conhecida como fase hospitalar, ela dura cinco a 14 dias e está voltada para os cuidados do paciente que está hospitalizado. Os exercícios são fáceis de realizar e são voltados para melhorar as atividades cotidianas do paciente.

Fase 2: se inicia assim que o paciente recebe alta.

Também chamada de fase de convalescência extra-hospitalar, sua duração é de até três meses. Ela visa a melhora da função cardiovascular, da capacidade e ainda prepara o paciente para retornar às suas atividades diárias.

São comuns o uso de bicicleta ergométrica e esteira rolante — sempre observando a capacidade do paciente. Outros exercícios também são aplicados como as caminhadas e o alongamento.

Fase 3: visa a recuperação propriamente dita do paciente.

Também conhecida como fase ambulatorial, sua duração varia entre seis a doze meses (a depender do grau de comprometimento do paciente e da resposta às outras fases da fisioterapia cardiovascular.  

Nessa fase, os exercícios ergométricos continuam e passam a ser feitos mais vezes na semana. Se iniciam os exercícios resistidos com intensidade moderada.

Fase 4: aqui se inicia uma fase sem supervisão direta do fisioterapeuta. Para que ela funcione, é necessário que o paciente entenda sua importância e, assim, tenha disciplina e força de vontade para realizar os exercícios.

A última fase é constituída por atividades feitas em casa. Elas ajudam o paciente a controlar os fatores de risco para novas ocorrências cardíacas e a preservar o estilo de vida saudável. Não existe uma definição para o seu término e a supervisão do fisioterapeuta não é necessária.

Para o paciente, é importante saber que o objetivo de todas as fases é a melhora das capacidades funcional do coração e cardiorrespiratória, ou seja, até o ato de respirar melhorará com a fisioterapia cardiovascular. Os demais benefícios serão abordados a seguir.

Fisioterapia cardiovascular na reabilitação cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca

Quais são os benefícios da reabilitação e fisioterapia para pacientes com insuficiência cardíaca (doença do coração fraco) e as doenças cardiovasculares?

Já foi comprovado que um programa de fisioterapia e reabilitação cardiovascular traz melhoras para as propriedades fisiológicas, hemodinâmicas (relativas à circulação sanguínea), funcionais além da melhora no desempenho cardiovascular, no metabolismo em geral, bem como na tolerância aos exercícios.

Assim, atividade física orientada e direcionada para o coração tem como objetivo restabelecer ou aprimorar a respiração do paciente e condicionamento aeróbico (melhor aproveitamento do oxigênio), a resposta ao exercício, a capacidade funcional, a redução de sintomas clínicos relacionados diretamente à insuficiência cardíaca, a diminuição da morbidade e mortalidade, além de restaurar as atividades de vida cotidiana, já que a maioria dos pacientes perdem a qualidade de vida.

Com relação especificamente ao treinamento aeróbico, já se sabe que ele é capaz de aumentar significativamente o consumo do oxigênio. Quanto ao treinamento resistido, sua recomendação é aumentar potência e força muscular, a densidade óssea, bem como de aprimorar a função do ventrículo esquerdo do coração.

Os exercícios respiratórios são utilizados para a prevenção de complicações pulmonares, diminuir problemas respiratórios, cardiovasculares e as hospitalizações relacionadas a essas condições. Os exercícios cinesioterapêuticos visam melhorar os movimentos do paciente, como mexer os braços e pernas e voltar a andar.

Qual é o profissional que devo procurar para fazer reabilitação e fisioterapia para insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares?

O profissional preparado para a reabilitação cardiovascular em pacientes com insuficiência cardíaca é o fisioterapeuta em conjunto com a participação do médico cardiologista e outros profissionais em diferentes fases como o educador físico e o nutricionista.

Os exercícios já citados compreendem:

  • cinesioterapêuticos (melhora os movimentos);
  • respiratórios (trata das complicações pulmonares);
  • aeróbicos (melhora a oxigenação sanguínea);
  • resistidos (traz vários benefícios).

Cabe ressaltar, que o paciente não precisa se preocupar em ter dificuldade para realizar os exercícios propostos pelos profissionais. Isso porque, as séries serão adequadas à condição de cada paciente individualmente. Além disso, alguns pacientes necessitam mais ou menos de certos exercícios.

Cabe ressaltar que todas as condutas aplicadas são diferenciadas quanto à frequência, intensidade, número de séries e tempo de cada sessão.

Agora que você já sabe tudo o que é importante sobre a fisioterapia e reabilitação na doença do coração fraco e outras doenças do coração, leia também: A insuficiência Cardíaca no Brasil.

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