Os males invisíveis que prejudicam a saúde cardiovascular

A saúde cardiovascular depende de muitos cuidados que abrangem uma alimentação equilibrada, prática de atividade física, consultas médicas periódicas, entre outros. No entanto, alguns cuidados igualmente importantes são negligenciados por muitos, que é o caso daqueles relacionados à saúde mental.

De fato, manter a mente equilibrada, livre de estresse ou qualquer outro distúrbio nervoso, como ansiedade e depressão, entre outros fatores maléficos, certamente, ajudam a manter a boa saúde cardíaca.

Ter consciência que esses quadros podem afetar sua saúde já é um grande passo para começar a combatê-los. Muitos se negam a aceitar que uma simples ansiedade pode afetar o coração, até a hora que se veem com a pressão sanguínea alterada ou o coração fora do compasso.

A verdade é que muitos problemas relacionados à nossa saúde cardiovascular estão associados ao nosso estilo de vida e como nos comportamos em relação aos nossos problemas. Isso pode ser evitado com medidas simples, bastando, no entanto, dar a devida importância para os fatos e buscar ajuda médica quando necessário.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue, então, conosco e confira neste artigo os males invisíveis que prejudicam o coração!

Estresse

De acordo com especialistas, o estresse é uma condição extremamente prejudicial à saúde, em especial, ao coração. Ele promove a liberação de algumas substâncias inflamatórias que, com o tempo, aumenta o risco de problemas cardiovasculares.

É também comprovado cientificamente que alguns hormônios liberados pelo organismo em situações de grande tensão emocional, afetam enormemente a saúde cardiovascular. Este é o caso da adrenalina e do cortisol. Eles provocam reações sérias que englobam desde o aumento da pressão arterial até a possibilidade de um ataque cardíaco fulminante.

Dentre os fatores que mais causam estresse, podemos citar as preocupações diárias, como excesso de trabalho, insegurança, rotina agitada, entre outros. A associação desses fatores somados à predisposição genética a problemas cardiovasculares pode trazer consequências negativas para o coração.

Sendo assim, o melhor a fazer é tentar contornar situações de tensão. Isso pode ser feito por meio de ginástica, ioga, entre outras atividades que podem liberar a endorfina (substância conhecida como o hormônio do prazer) e trazer mais tranquilidade para o dia a dia.

A meditação também tem sido uma ferramenta muito auxiliar no controle da tensão. Estudos já demonstram resultados positivos no controle do stress e consequentemente risco cardiovascular para as pessoas que meditam.

Confira algumas dicas para evitar o estresse:

  • encare seus problemas e tente resolvê-los;
  • durma em média oito horas por dia;
  • alimente-se de forma saudável;
  • pratique atividades físicas;
  • busque ajuda médica;
  • pratique meditação;

Ansiedade

Tal qual o estresse, a ansiedade é oriunda de situações causadas pelo dia a dia. Ela provoca alguns sintomas, geralmente confundidos com a excitação normal, a qual é comum diante de uma situação nova a ser vivenciada.

No entanto, é perfeitamente normal ficarmos apreensivos por situações desse tipo. O que foge à normalidade é a ansiedade chegar a um nível elevado a ponto de impedir a realização de atividades normais.

Da mesma forma que ocorre com o estresse, a ansiedade pode provocar distúrbios cardíacos, como alteração na pressão arterial, alterações no ritmo cardíaco, entre outros. Por isso, em hipótese nenhuma ela deve ser negligenciada. Ou seja, a ansiedade deve ser tratada ou amenizada por meio de terapias, por prática de atividade física, entre outros alternativas.

Depressão

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é uma doença que atinge mais de 350 milhões de pessoas no planeta. Trata-se de um mal banalizado por muitos e que sofre bastante preconceito.

A depressão, que conta com sintomas intrínsecos facilmente identificáveis, como tristeza profunda, isolamento social, falta de motivação pela vida, agrava-se ainda mais quando se une a outros fatores de risco.

A depressão pode ocasionar desinteresse total pela vida e provocar obesidade, tabagismo, diabetes, sedentarismo que prejudicam a saúde cardiovascular.

O problema deve ser tratado assim que for percebido para não culminar em algo mais sério. Existem terapias e acompanhamentos com profissionais especializados, como o psicólogo e o psiquiatra. Esses profissionais contribuem bastante para um tratamento eficaz ao tratarem problemas como mágoas, decepções e outros agravantes da saúde como um todo.

Insônia

A insônia caracteriza-se por uma má qualidade de sono, como esperar um longo tempo para dormir, acordar a todo instante durante o sono ou mesmo por acordar antes do tempo adequado.

Quando ocorre a insônia, a qualidade do sono fica totalmente comprometida, não sendo suficiente para que corpo e mente se recomponham do desgaste natural de um dia de atividades e esteja pronto para mais um dia de rotina. Com isso, as consequências da insônia se manifestam.

Quem sofre de insônia e dorme pouco por noite, como por volta de seis horas ou menos, corre riscos maiores de desenvolver hipertensão e outros problemas cardíacos — quando comparadas com pessoas que desfrutam de um sono normal.

Confira algumas consequências das más noites de sono:

  • hipertensão: dormir poucas horas por noite, como menos de cinco horas, aumenta o risco do surgimento da pressão alta — principal fator de risco para o infarto. As tentativas de obter um sono normal provocam ansiedade e estresse;
  • obesidade: estudos comprovam que a falta de descanso estimula o hábito de comer em excesso, como uma forma de estocar reservas — já que o sono, que é uma forma de recuperação de energia, não está sendo suficiente;
  • diabetes: quando dormimos menos do que devíamos, a produção de insulina é inibida, elevando-se dessa forma, a taxa de glicose no sangue;
  • estresse: o hormônio cortisol é liberado no organismo durante a insônia, aumentando o estresse, outro mal silencioso.

Confira o que pode ser feito para combater a insônia:

  • evite cochilar durante o dia se estiver com insônia. Quando o sono voltar ao normal os cochilos podem ocorrer;
  • pratique atividade física com frequência, no entanto, só se exercite até 4 horas antes de dormir. Do contrário, a adrenalina pode dificultar o sono e provocar insônia;
  • busque locais tranquilos e silenciosos para dormir e que sejam bem escuros;
  • não durma com fome. Faça sempre um lanche leve antes de ir para a cama, isso pode ajudar a dormir mais rápido e melhor;
  • evite levar aparelhos eletrônicos para a cama, como tablet e smartphone. Suas luzes estimulam o cérebro e dificultam o sono;
  • busque uma rotina, procurando dormir sempre no mesmo horário. Isso porque o organismo tende a se adaptar aos horários.

Como você pode conferir neste artigo, são muito os males invisíveis. Ficarmos atentos aos sinais é essencial para buscarmos soluções o mais rápido possível.

Ao notar qualquer um desses sintomas, procure ajuda e evite que esses problemas evoluam para quadros mais graves e afetem a sua saúde cardiovascular.

E então, gostou deste post? Continue visitando nosso blog e complemente sua leitura com o artigo: “Insuficiência cardíaca e depressão: acompanhamento psicológico para cardíacos”!

 

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